A audácia de produzir um evento como esse é grande, já que as festas no campus foram terminantemente proibidas pela reitoria. Todas as festas tradicionais no campus desapareceram, e o que se vê são festas acontecendo em casas de show que ficam perto de Barão, ou nas próprias casas dos estudantes. Um pequeno grupo de alunos da Sociais teve muito peito ao assumir a responsa de organizar essa nova edição do festival, que atrai loucos de toda a cidade, tocando rock durante toda a madrugada.
Gostei muito do manifesto que o pessoal do CACH escreveu.
Vou reproduzir aqui, pois vale a pena dar uma lida.
"Em busca da vivência universitária, chamamos a todos os Centros Acadêmicos e o Diretório Central dos Estudantes a agir e discutir a autonomia da universidade e a ocupação dos espaços públicos.
A política de segurança da universidade está se transformando em restrição do acesso ao espaço público e em repressão dos movimentos sociais, políticos e artísticos em nome de uma “tal” preservação do patrimônio público. Não só a proibição de festas, mas o impedimento de eventos como o Festival do Instituto de Artes, BioArt, IFCHSTOCK e outras ações dos estudantes universitários estão sendo marginalizadas, privando-nos do direito básico de nos reunirmos!
Buscamos, com esse manifesto, construir uma resposta política e coletiva contra um processo de isolamentos locais que está assolando o universo estudantil. O campus vem se tornando lugar de passagem e produção, onde os espaços comuns já não existem para a própria comunidade acadêmica, muito menos para a comunidade ao redor. A necessidade de espaços de socialização e de dar movimento a essa inércia produtivista está dada! Deve-se assim, privilegiar a comunicação dos Institutos e diálogo dos estudantes com a comunidade.
Essa é a antiga fazenda do Barão Geraldo, que hoje se vê tomada por luxuosas casas - boas famílias usufruindo de todas as boas condições oferecidas pela vida universitária – que mais se assemelham à clausura do que à liberdade do Campus. A política da má vizinhança está instalada. Nossos vizinhos, a Associação de Moradores da Cidade Universitária – AMOC -, nos reprimem através de tramites (i)legais, chegando a nos ameaçar com multas e apelando à força violenta policial, o que legitima o aprofundamento desse processo.
Nessa lógica, a utilização dos espaços privados para a celebração universitária vem aumentando. A universidade é nosso espaço e de toda população ao redor dela, portando devemos usufruí-lo e ocupá-lo!
Diante disso, estamos próximos a presenciar um dos maiores eventos da UNICAMP, o IFCHSTOCK, que, logicamente, é muito ameaçador à situação que nos está imposta. Conclamamos os Centros Acadêmicos a se solidarizarem jurídica, política, econômica, socialmente e a sustentar a manutenção não só do IFCHSTOCK, mas desse tipo de atividade do campus.
COLETIVO IFCHSTOCK"
Em tempos em que reitores expulsam alunas pelos trajes usados, me dá um baita orgulho de estudar num lugar onde há discussões de caráter político até nas festas produzidas. Amanhã não faltarei de jeito nenhum. Com polícia ou sem polícia.
(essa foi foda: cartaz do proibidíssimo ifchstock, pregado em pleno bandejão - 18/11)











