segunda-feira, 9 de novembro de 2009

up - altas aventuras

Belíssimo e emocionante filme.





quarta-feira, 4 de novembro de 2009

um post sobre a minha namorada

Cheguei destruído do futebol.
Tomei banho, deitei e dormi.
Acordei, vi o Furo MTV, me troquei e saí.
Ia rolar Los Hermanos Cover no Rudá, aqui pertinho, só 8 reais.
Passei no bar do Ademir. Pedi um xis salada com ovo e uma itubaína.
Comi e voltei pra casa.

Ok, a pergunta é: por que diabos eu não fui lavar a alma no show cover da banda que eu mais adoro no mundo. Pq decidi ficar em casa nesse calor dos diabos? Ahn, anh???

Estou sem a minha gatinha aqui comigo.
Sem ela não dá graça fazer as coisas.

Enfim, me deu vontade escrever sobre a Mazu, talvez assim o tempo passe um pouquinho mais rápido e ela chegue mais cedo. É muito bacana perceber que me meti meio sem querer numa relação que funciona incrivelmente bem. Uma cliente do meu bar com um perfil que não costuma chamar muito a minha atenção conseguiu ser o foco de toda ela, fazendo com que eu suasse um pouquinho pra me mostrar como um sujeito culto e interessante. Imaturidade do meu lado, maturidado do dela, estamos a mais de um ano dando risada e tomando café da manhã juntos, levando uma vida que é o sonho idílico de muita gente.

Às vezes eu vejo uns casais brigando, se ofendendo, mó treta, daí eu acho isso tudo muito bizarro, porque a pegada dum relacionamento é ter alguém com que você se dê muito bem. Se não tá bem, fique sozinho! Muito melhor. Passei quase toda a minha vida sozinho, e não acredito que tenha sido muito mais medíocre do que a média. O cinema me salvou, é claro, mas é incrível como a solidão faz milagres, aliás, acho que aprendi mais coisas sozinho do que talvez aprendesse se fosse mais um daqueles adolescentes estúpidos namorando adolescentes estúpidas. Sei que fui um nerdizinho tímito toda a minha vida, mas gosto de pensar que passei os meus primeiros 23 anos me preparando pra ser um bom namorado pra Mazu.

E uma hora eu tinha que acertar na sena, né, a Mazu é minha primeira namorada, os pais dela foram meus primeiros sogros, é a primeira vez que uso aliança. E é um amor tão de verdade, tão desprovido de máscaras. Tão sem egoísmos, tão dedicado. Massa isso. Dá vontade ter filhos logo, só pra olhar pra molecada e ver a cara da mãe reproduzida ali. Hehehheheh.

Pra terminar, é muito bem ter chegado aos 24 na companhia da Mazuca, que é a companheira mais dedicada que um homem poderia querer. Eu pensei em falar sobre os defeitos dela, mas não consegui pensar em nenhum. Isso soa como um puta clichê, mas é verdade! Por exemplo, ela costuma dizer que é bagunceira. Eu acho ótimo. Se ela fosse arrumadinha, iria me encher o saco pra que eu fosse ainda mais organizado que ela. Ufa, ainda bem que ela é toda bagunça!

É com esse tipo de menina que dá prazer pensar em ficar velhinho junto, tipo aqueles casais de vovôs que, quando um morre, o outro vai logo em seguida. Eu entendo. Não dá pra viver sem. Não faria sentido.

Assim como não faria sentido algum ir pra festa sem a mulher que é a razão da minha felicidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

à galera da uniban

Visitando o blog do professor Roberto Romano, descobri esse vídeo do grupo Língua de Trapo. Romano escreveu:

"Dedicada aos estrupadores e às invejosas que atacaram a Geisy na UNIBAN. Também dedicada ao povo do Programa Hoje em Dia (sic) da Record"

Achei pertinente.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

sobre inglourious basterds, do sr. quentin tarantino

Em primeiro lugar, quem ainda não viu, corra pro cinema pra ver.

O filme é foda demais.

O sétimo filme de Quentin Tarantino foi saudado por quase toda a crítica especializada como o atestado de maturidade do diretor, uma obra de fôlego e original, com uma fortíssima marca autoral.

Eu vejo esse Bastardos como uma retomada do que o Tarantino vinha fazendo desde seu primeiro filme, Cães de Aluguel, passando por Pulp Fiction e culminando com Jackie Brown, que é basicamente filmes com personagens fortes, diálogos longos e muito bem escritos e estética fortemente influenciada pelo "cinema das antigas". Após Jackie Brown, Tarantino passou 7 anos sem lançar um filme, jejum este só quebrado pela primeira parte do Kill Bill, que era um projeto pessoal de fazer um filme de ação. E aqui é importante notar uma mudança de tom, Kill Bill é um filme de ação, como nenhum de seus outros 3 filmes tinham sido. Veio então a segunda parte, que tem mais a cara dele, mas mesmo assim é um filme de ação. (Desnecessário dizer que eu adoro os dois Kill Bill, acho foda).

Depois disso ele lança um filme de carros, este sim seguindo a sua pegada característica de realizador: À Prova de Morte tem sua primeira metade composta de conversas extremamente inúteis, a rigor quase nada acontece que seja fundamental para a trama. Contudo, os diálogos são muito bem escritos, e o filme funciona que é uma beleza. A segunda parte é composta de perseguições de carros, numa pira de filme de perseguição de carros totalmente saída dos anos 70. O mais bizarro é que o filme é de 2007 e ainda não foi lançado no Brasil, o que fez com que pouquíssima gente o visse.

E este ano o cara lança esse filme de segunda guerra que é totalmente diferente de tudo o que já foi feito sobre o período. O filme é uma ficção que inverte o papel exercido pelos protagonistas da guerra: os judeus formam um pelotão de extermínio de nazistas, conhecidos e temidos pelos alemães pela violência com que praticam suas execussões. Embora o filme leve o nome desse pelotão, eles aparecem pouco. Sei lá, tipo, de duas horas e meia de filme os bastardos não chegam a ocupar 1 hora. São inúmeros outros personagens que o filme explora, alguns realmente fascinantes, como o coronel Hans Landa, o soldado Fredrick Zoller, a francesa Shosanna Dreyfus e outros, e alguns personagens nem tão interessantes assim.

Há cenas longas, talvez até longas demais. A história se desenvolve sem pressa nenhuma, os diálogos banais vão se adensando lentamente, até tornarem-se importantes a ponto de culminar numa ação crucial ao filme. Nesse ponto, creio que o Bastardos deve muito ao Sérgio Leone, que tinha todo um cuidado com as preliminares dos duelos de seus faroestes, que tinham explosões rápidas de violência. Com os Bastardos acontece o mesmo.

De todos os amigos que viram o filme, só um o criticou. E achei a crítica justa. O Gabriel lembrou que, quando havia diálogos banais em Cães de Aluguel, quem os protagonizava eram Steve Buscemi, Harvey Keitel, Michael Madsen, Tim Roth. No Pulp Fiction, rolavam diálogos absurdos entre John Travolta e Samuel L. Jackson, mas veja, os personagens desses caras são incríveis, fundamentais para a trama, além de serem atores consagrados. Em Bastardos Inglórios o que se vê são diálogos longos e banais protagonizados por atores alemães que ninguém conhece, e que não tem importância nenhuma pra trama.

Mas ainda assim é um grande filme.





terça-feira, 20 de outubro de 2009

sobre coisas que se esvaem no tempo

Esses dias eu me peguei no mercado procurando uma lata de Quik. Aquele mesmo, do coelho, que faz do leite uma alegria. Procurei, procurei, e não encontrei! Fiquei pensando se ele ainda existia ou não.

E então hoje eu fui fazer compras com a Mazu em outro mercado, onde encontramos essa belezinha aí:



Só que não é o Quick. É Nesquik!!!
Putz, assim não vale!

É a mesma coisa do suco Mais. Eu adorava, dai a Coca Cola comprou o Mais e o Del Vale, então vende um suco chamado Mais + Del Vale. Tipo, sei lá, acho bizzaro essa homogeinização provocada pelo capitalismo da nossa época. As coisas são cada vez menos diferentes, pouquíssimas empresas dominam quase todos os produtos que compramos no mercado!

Enfim, espero que o gostinho de morango ainda seja o mesmo de antigamente!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

sobre jogar bola


O pessoal do meu instituto da unicamp, o IFCH, organiza uma campeonato de futebol num campinho que tem lá perto. Se chama muchachão. (lê-se mutchatchão).

Eu estou no terceiro ano e nunca joguei nesse campeonato. Aliás, eu não gosto de jogar bola. E a explicação é aquela clássica: na escola, eu era sempre o último a ser escolhido, os outros meninos ficavam gritando comigo e dizendo que eu era ruim, o que fazia da educação física um tormento constituído de torturas psicológicas e humilhações mil. Nos últimos 3 anos, joguei bola 3 vezes, nos amistosos de início de ano dos bixos Vs veteranos. E só.

E aconteceu que no início do mês o meu bixo Gabriel me informou que eu tava no time dele, intitulado "Mete o Loko". Eu, aliás, ia jogar no gol. Topei na hora, mas foi meio triste, porque mesmo com um time composto de caras que não jogam nada, me botaram no gol, ou seja, entre muitos caras ruins, eu era o pior.

Mas não foi tão ruim assim.

Na verdade, foi bem divertido.

Os caras mais legais da Unicamp estavam no time. Todos se esforçaram, sem nenhuma cobrança. Jogávamos pelo prazer de jogar. E, surpreendentemente, eu defendi vários chutes que os inimigos catimbaram no nosso gol, levando nossa pequena torcida ao delírio. O resultado do primeiro jogo foi 9 X 0 pro adversário, mas nós comemoramos a plenos pulmões o fato de não ter passado de 10!

Semana passada se deu o segundo jogo. Nosso time estava mais entrosado, tocando mais a bola. Foi igualmente divertido. E o placar foi o mesmo, 9 X 0. Terminado o jogo eu fui jantar no bandejão, quando fui abordado por um carinha que disse "parabéns pelas defesas cara! Vocês são a resistência do futebol arte!". Achei isso muito dahora, fiquei comovido.

E jogamos nosso terceiro jogo hoje. Alguém disse que o time era superior e coisa e tal, mas o Mete o Loko tava jogando muito melhor. Perdemos de 5 X 0, mas com um delicioso sabor de vitória.

Enfim, eu continuo tendo as minhas restrições com relação aos esportes. Ainda sou categoricamente contra competições, pois acredito que elas trazem à superfície o pior das pessoas. Mas eu não dou a mínima pra esse negócio de ganhar, pra mim vitória e a derota são iguais, dá tudo na mesma. O negócio é se divertir, dar risada, ir tomar um cerveja depois e relembrar os lances mais legais do jogo.

E tenho dito.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vamos Falar Um Pouquinho Sobre O AntiCristo, De Lars Von Trier

Acabei de ver o último filme do Lars Von Trier. O Anticristo.

Quem me conhece sabe que eu não gosto do Lars.

Gosto de alguns filmes dele. Talvez eu goste de quase todos, mas alguma coisa não me agrada nesse dinamarquês.

Eu não gostei do Anticriso.



O filme é composto de prólogo, quatro capítulos e mais epílogo, acentuando o caráter de fábula do filme. Me irrita um pouco essa pretensão de literatura em seus filmes, sei lá...é um filme desagradável, da metade pra frente é um tormento. Acho que o filme justifica uma visão anti-feminino, legitima a morte das mulheres ao longo da História. Isso é irresponsável. Não quero falar muito do filme aqui, já que talvez você que me lê queira assistir e ter suas próprias surpresas.

Mas o que eu acho é isso: o filme é muito artifício pra pouco conteúdo. Melhor dizendo, é muito artifício prum conteúdo errado e revoltante.

O filme cumpre a função de chocar e provocar discussão.

Mas poderia ter feito isso usando outros caminhos.

(O filme é dedicado ao diretor russo Andrei Tarkovsky, mas há um abismo gigantesco [e aparentemente intransponível] entre estes dois realizadores)